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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Quatro olhares sobre a solidão

Quando a alma sobra em ausências....









Solidão
Ilha feita de carne,
Ossos e vazios
Andarilha das profundezas
Amazona sem rumo,
Em terra de ninguém

Sobrevive resignada
A troco de  sobras, 
Farelos de compaixão
E gotas de desprezo
Não-ser em andrajos,
Cada dia, um dia a menos...





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O que se ouve Além da Porteira:


Yo vengo ofrecer mi corazón
Fito Paez
Na voz de Mercedes Sosa

¿quién dijo que todo está perdido?
Yo vengo a ofrecer mi corazón,
Tanta sangre que se llevó el río,
Yo vengo a ofrecer mi corazón.
No será tan fácil, ya sé qué pasa,
No será tan simple como pensaba,
Como abrir el pecho y sacar el alma,
Una cuchillada del amor.
Luna de los pobres siempre abierta,
Yo vengo a ofrecer mi corazón,
Como un documento inalterable
Yo vengo a ofrecer mi corazón.
Y uniré las puntas de un mismo lazo,
Y me iré tranquilo, me iré despacio,
Y te daré todo, y me darás algo,
Algo que me alivie un poco más.
Cuando no haya nadie cerca o lejos,
Yo vengo a ofrecer mi corazón.
Cuando los satélites no alcancen,
Yo vengo a ofrecer mi corazón.
Y hablo de países y de esperanzas,
Hablo por la vida, hablo por la nada,
Hablo de cambiar ésta, nuestra casa,
De cambiarla por cambiar, nomás.
¿quién dijo que todo está perdido?
Yo vengo a ofrecer mi corazón.
¿quién dijo que todo está perdido?
Yo vengo a ofrecer mi corazón.



quinta-feira, 22 de março de 2012

Invisíveis



Invisíveis

Há os que passam pela vida em segredo
Caminham entre folhas secas e gravetos,
Em passadas cirúrgicas a evitar ruídos
Receiam a própria voz
Quando necessário: sussurram
Quem dera fossem invisíveis...
Poupariam a si mesmo o esforço
De sequer ocuparem espaço
Olhos furtivos, receosos,
Mirando o chão, aguardam...
Parecem estar a espera do derradeiro fim
Quando livrariam da mordaça
A maldita alma que teima em gritar
Ou que a ternura de um abraço
Venha enfim lhes socorrer

(À senhorinha desconhecida sentada na ponta do banco, que me comoveu...)